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Ubiraci Pataxó explica sobre a metodologia terapêutica indígena


Foto: Luciano Piva


Ubiraci Silva Matos (36 anos) prefere carregar no nome a palavra Pataxó. Etnia presente no Brasil, é dela que ele extrai tudo o que sabe e desenvolve os seus próprios saberes e os leva para o mundo.


Conhecido por muitos como “mestre do saber”, Ubiraci Pataxó foi o convidado do programa conectados da última segunda-feira (6), na rádio Excelsior. Nele, comentou que tem observado cada vez mais a angústia existencial, instabilidade emocional e descontentamento com a vida entre as pessoas.


“É emergencial a necessidade de enxergar o sofrimento como dores da alma para além da doença, da patologia que pode ter o nome de depressão ou algo semelhante. Não por acaso, existe uma percepção coletiva de que chegamos ao fim da última década, especialmente esgotados, raivosos, deprimidos e desorientados. São preocupantes os números sobre transtornos mentais em todos os continentes, deixam visível um grande problema de saúde pública”, pontuou.


Foto: Luciano Piva


Aprendiz de Pajé, Ubiraci desenvolve sua metodologia de trabalho, tendo a natureza como principal fonte de conhecimento. “Cada pajé cuida de um jeito, é como se fosse uma impressão digital”, comenta.


A junção de seus estudos sobre o funcionamento da mente e do corpo, com o conhecimento de seu pai (Pajé Itambé) e a busca por práticas milenares lhe fez criar sua própria impressão digital nos tratamentos individuais e em grupo, respeitando sempre a sua própria cultura e a daqueles que os procuram.


“Em um atendimento, sigo naturalmente quatro passos: 1) observo a expressão corporal, sua fala e a coerência com suas atitudes; 2) com o toque verifico como o corpo da pessoa vai ‘retornar a informação’; 3) com a escuta, interpreto e compreendo a história, de onde veio, a origem de seu nome, o que ela está fazendo e para onde deseja ir; 4) por fim, concluo quais cuidados são necessários com o corpo, a mente e o espírito”, finalizou.