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Tem dendê no mundo do vinho: a história de Sérgio Queiroz

Ana Virgínia Vilalva da Let's Go Bahia


Saiba como o empresário baiano Sérgio Queiroz encontrou na Enofilia a paixão pelo trabalho - (Foto: Divulgação)

O hábito do consumo de vinhos tornou-se uma paixão na vida de muitas pessoas. O levantar da taça, os aromas e os sentidos aguçados atraem os mais diferentes entusiastas a aproveitar um bom momento com um vinho em mãos.


E essas foram algumas das razões que fizeram com que o empresário Sérgio Passos Peltier de Queiroz enveredasse para essa área, tornando-se referência no setor.


De início, familiares e amigos estranharam, segundo ele, por desconhecerem o mercado do vinho, à época, ainda não consolidado no Brasil.


O empresário, que tem experiência nos setores de Construção Civil, Incorporação, Tecnologia da Informação, Mídia e Marketing, decidiu mergulhar no mundo da Enofilia e uniu o útil ao agradável: trabalho e vinho. Quando ainda era diretor da Revista Forbes Brasil, veio a primeira investida no mercado de publishing, com a idealização da Revista Adega, hoje, referência entre entusiastas da arte do vinho.


Inicialmente, a ideia era criar um núcleo de revistas dentro da CBM, detentora da marca Forbes, mas o projeto ganhou vida própria em sociedade com uma editora de publicações customizadas. Devido às mil funções desempenhadas, Queiroz precisou se afastar da publicação no seu terceiro ano, mas sem deixar a paixão pelo vinho de lado e sempre observando as tendências do mercado.


A essa altura, mesmo com a correria do dia a dia, o vinho já tinha um lugar especial na vida do empresário.


Para ele, trabalhar com uma bebida ancestral o fez se aprofundar ainda mais nesse mundo e ver os seus encantos, seja na própria bebida e em suas inúmeras variações ou nos diversos atrativos que vêm junto com ela, como a gastronomia e as harmonizações, viagens, lugares, pessoas, histórias, uma infinidade de sabores e descobertas, sem falar nos benefícios à saúde.


Assim, Queiroz acredita ter se encontrado nesse novo ramo.

Outra paixão declarada são os eventos, área em que tem grande know-how e que fez questão de trabalhar em associação ao vinho - (Foto: Divulgação)

Com o aquecimento do mercado, muitas demandas e oportunidades, Sérgio viu a oportunidade de voltar ao segmento e se uniu a Marcelo Copello, amigo de longa data, desde a Gazeta Mercantil e também da Revista Adega, para montar o Grupo BACO Multimídia, empresa de comunicação e inteligência de mercado que tem na geração de conteúdo, consultoria e nos eventos a sua plataforma de atuação, como se definem.


Mas não adianta pedir: eles não trabalham com a venda de vinhos nem com consultoria às vinícolas e importadoras.


Com um mantra de desmistificar a bebida e torná-la mais acessível e amigável, Queiroz desenvolveu diversos projetos e ações, buscando sempre levar a bebida a mais pessoas - e a aceitação e a curiosidade eram a motivação que precisavam para isso.


“O vinho chegou à grande mídia, onde não tinha espaço. Uma coluna sobre vinhos era impensável. Hoje, não há um jornal ou uma revista que não tenham um espaço para falar do assunto”. Queiroz assume que o início não foi fácil.


Sentiu-se temeroso com os riscos que eventualmente poderia vir a enfrentar, mas como era um mercado com espaço, em um segmento pelo qual nutria um grande apreço, pensou: “Por que não arriscar?”.


Com essa motivação, o engenheiro de formação e hoje sócio-diretor do Grupo BACO dava a largada nos primeiros projetos. “São tantos que não teríamos espaço para listar todos, mas, certamente, o Deus Baco agradece pelo trabalho em prol da indústria do vinho”, disse Queiroz.


Os eventos corporativos vieram nos primeiros dias de empresa, mas o mercado editorial estava no sangue e logo veio a publicação da Revista Portugal - Os 50 melhores vinhos para o Brasil, ancorada na seleção desses vinhos dentre um universo de 1.500 e nos eventos programados para apresentá-los no Rio e em São Paulo.

A “Grande Prova de Vinhos do Brasil” chegou a um recorde de 920 amostras e 117 vinícolas participantes - (Foto: Divulgação)

Não demorou a lançar a Revista Baco e o Anuário Vinhos do Brasil, já na sua 6ª edição e realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). A publicação apresenta o panorama do setor, enoturismo, regiões produtoras, vinícolas e vinhos.


Hoje, um dos grandes carros-chefes é a “Grande Prova de Vinhos do Brasil”, que em 2018 chegou a um recorde de 920 amostras e 117 vinícolas participantes, consolidando-se como a maior e mais prestigiada avaliação às cegas de vinhos brasileiros disponíveis no mercado. E Sérgio fala com paixão sobre a prova de vinhos, em que atua como jurado.


O evento é um grande orgulho para o empresário, que divulgou para a Let’s Go Bahia, em primeira mão, o resultado da prova, que você confere no box desta matéria.


Com o mesmo sentimento, o empresário enaltece a qualidade que os vinhos brasileiros vêm alcançando na atualidade, sendo, hoje, as válvulas propulsoras do mercado, com muitas novas fronteiras surgindo por todo o país. “A Chapada Diamantina vai ser, em breve, uma bela revelação e nos dará grandes vinhos”, confidencia.


Outra paixão declarada são os eventos, área em que tem grande know-how e que fez questão de trabalhar em associação ao vinho. “Poder levar a experiência do universo do vinho ao público nas suas mais diversas formas é muito interessante”, diz.


O importante é a leveza, fugir na “enochatice”, o vinho tem que estar no contexto das situações do cotidiano. É nessa linha que eventos como “Vinho & Jazz”, “Vinho e Cinema”, “Vinhos do Mundo”, entre outros tantos viraram o carro-chefe do Grupo BACO junto ao mercado corporativo.


Incansável que só, Queiroz sentia que faltava o pulo do gato, um projeto grandioso, de alto impacto e para um grande público. O desafio, ou oportunidade, viria em uma conversa informal com o Governo e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Sérgio divulgou para a Let’s Go Bahia, em primeira mão, o resultado da prova

E, assim, nasceu o Rio Wine and Food Festival, evento com 10 dias de duração que transformou no último mês de agosto o Rio de Janeiro na capital mundial do vinho, com ações por toda a cidade, para todos os bolsos e públicos, desde os salões do Copacabana Palace até os grandes mercados populares. “Mal acabou e já iniciamos os preparativos para a 7ª edição do RWFF 2019”, conta com entusiasmo de garoto.


Hoje, além do Grupo BACO, onde fermentam os eventos e projetos em leveduras criativas, ele programa viagens de grupos às regiões vinícolas e presta consultoria de mercado e posicionamento para as empresas do setor.


Sua nova motivação, confidenciada com orgulho, é o grupo PRÓ-VINHO, formado por trinta profissionais de diferentes áreas do segmento e entidades como a ABRAS, ABBA e Ibravin, com o foco em disseminar a cultura do vinho e ampliar o seu consumo no Brasil.


E as ideias não param por aí. O empresário, que realiza eventos em diversas cidades pelo país, confirma que pretende levar o Rio Wine and Food Festival às demais regiões do Brasil.


Com uma paixão declarada por sua terra, Queiroz confidenciou que a capital baiana é uma das favoritas para receber a edição Nordeste do Wine and Food Festival. Aguardamos ansiosos, então, o festival em Salvador. Santé!