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“Segundo Sol” venceu a cultura da crítica não-produtiva em Salvador


Matheus Pastori de Araujo

Da Let’s Go Bahia


Os protagonistas de "Segundo Sol", Deborah Secco, Emílio Dantas e Giovanna Antonelli - (Foto: Divulgação)

A novela “Segundo Sol”, da Rede Globo, a primeira da teledramaturgia moderna dedicada à Bahia, se despede da programação da emissora nesta sexta-feira (9), quando vai ao ar seu capítulo final.


O enredo, que trouxe a história da família Falcão e o desenrolar do romance entre Beto  (Emílio Dantas) e Luzia (Giovana Antonelli), lidou, em suas primeiras semanas, com algo inevitável na capital da Bahia.


Existe em Salvador uma famigerada cultura da crítica não-produtiva, que, de alguma forma, ainda consegue se sobrepor aos sentimentos positivos, à proatividade, ao profissionalismo e à própria arte. É uma mentalidade contraproducente, pessimista e, nem é preciso que se diga, pouco motivadora. 


Fofoca é o termo mais simples e apropriado ao entendimento do leitor.


Assim, quaisquer que sejam as iniciativas que estejam passíveis à opinião pública, leia-se portanto a larga maioria, seus idealizadores têm de estar dispostos ao já esperado mi mi mi infundado das frases prontas, das ironias mal elaboradas, das manifestações cujos propósitos se evidenciam não outros se não o da mesquinhez, da falta de generosidade intelectual.


São manifestações cujos propósitos se evidenciam não outros se não o da mesquinhez, da falta de generosidade intelectual.

A novela seguiu, conquistou bons índices de audiência no Painel Nacional de Televisão (PNT), levando aos milhões de telespectadores por todo país os cenários, o sotaque, o jeito e a irreverência baiana. Características as quais, é sabido, contrastaram com a anterior e bairrista estratégia de priorização da ponte área entre Rio e São Paulo.


Hoje, a despeito do que ora de criticou, os grupos de formadores e “desinformadores” de opinião agora se ressentem pela perspectiva do fim dos sotaques (mesmo que forçados) e dos belos takes aéreos da Baía de Todos-Os-Santos, do Carmo e do Centro Histórico, os quais, por quase seis meses, tornaram a Bahia notícia pelo que antes a Globo não mostrava.


O que por aqui se tem de melhor.