Sérgio Queiroz: Bag-in-Box (BiB)



Por: Sérgio Queiroz

Colunista da revista Let's Go Bahia e sócio-diretor do Grupo BACO


O vinho em caixa parece querer ocupar lugar nas adegas e taças do brasileiro. O movimento a favor das práticas embalagens Bag-in-Box, também conhecidas pela sigla BiB, ganha força.

Isso acontece em boa hora, diga-se de passagem, especialmente para a indústria nacional, que sofre com o fornecimento de garrafas de vidro e, por isso, está recorrendo cada vez mais

à importação.


A Bag-in-Box é uma embalagem especial de papelão, na qual o vinho é acondicionado

a vácuo. Ela tem uma bolsa de plástico flexível especialmente preparada com outras camadas

de filmes de poliéster flexível, náilon ou alumínio, contando também com uma torneira com

válvula especial, o que impede a entrada de ar ao servir o líquido, evitando, assim, a oxidação do vinho. O consumidor terá ao seu dispor vinhos em embalagens de três ou cinco litros para beber calmamente, e sem o risco de perdas, por até dois meses.


Imaginar aquela temporada à beira-mar ou em uma piscina, ou mesmo no seu dia a dia, tendo uma fonte à disposição, onde abastece por uma torneirinha, fecha e volta lá quando quiser, é um luxo! Ou aquela festa com os amigos e as caixinhas abastecendo diretamente as taças.


Os vinhos acondicionados na Bag-in-Box apresentam a mesma qualidade daqueles em

garrafas de vidro. Cabe agora às vinícolas a iniciativa de usar cada vez mais essa embalagem nos seus melhores vinhos – para a construção de um segmento é preciso acreditar, apostar nele e trabalhar com determinação e foco. Hoje, na França, já existem, inclusive, BiBs de Grand Cru, e nos países nórdicos, como Suécia e Noruega, a participação dessas embalagens corresponde a mais de 60% do merca- do. A embalagem Bag-in-Box ganha uma categoria exclusiva neste ano na oitava edição da Grande Prova Vinhos do Brasil.


Os pontos-chave para a decisão pelas BiBs são fáceis de se perceber e concordar:


1. Maior duração do vinho de- pois de aberto: depois que uma Bag-in-Box é aberta, o vinho é mantido em perfeitas condições por até dois meses.


2. Preço: o custo-benefício da embalagem Bag-in-Box é extremamente atrativo se o com- pararmos com o mesmo vinho em garrafa. Uma BiB de 3 litros equivale a quatro garrafas de 750 ml. Leia-se quatro garrafas de vidro, rótulos, contrarrótulos, rolhas etc.


3. Praticidade: as BiBs são fáceis de transportar e armazenar, sofrendo menor risco de danos à embalagem. A BiB de 3 litros cabe na porta de uma geladeira.


4. Ecologicamente correto: a reciclagem da BiB é mais simples e barata.


5. Maior acesso ao vinho: pelas condições expostas, os restaurantes podem se valer dessa embalagem para dispor de mais opções de vinhos em taças, minimizando as perdas.


6. Os jovens estão cada vez mais aderindo aos vinhos em caixa em todo o mundo. Nos últimos quatro anos (2014/2018), registrou-se um crescimento de 329% em volume nas importações de Bag-in- -Box no Brasil.


HOT WINEWS

• O Hotel Copacabana Pala- ce receberá durante o Rio Wine and Food Festival deste ano uma degustação histórica das 47 safras existentes do Sassicaia – de 1968 até 2016, ingressos para as quatro sessões a partir de R$ 20.000,00. A fila de espera já é longa.


• A feira internacional de vinhos Wine South America confirma um crescimento de 20% sobre a edição de 2018. O evento acontecerá de 25 a 27 de setembro, em Bento Gonçalves (RS). É um belo programa para quem gosta de vinho.


• A vinícola VAZ, em Morro do Chapéu-BA, promete os seus primeiros vinhos para março de 2020 – exemplares para beber e colecionar.


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