Rêmulo Farias: Conexões humanas - Tudo começa com o respeito



Por: Rêmulo Farias

Professor, analista comportamental e administrador de empresas


Compreender as pessoas e ser por elas compreendido sempre será o maior desafio do ser humano, um obstáculo a ser superado para o alcance da realização pessoal, uma conquista que somente é possível com relacionamentos - conexões humanas - saudáveis e produtivos.


Segundo o Dr. Edward Hallowell: “O que nos sustenta, emocionalmente, psicologicamente e fisicamente, é a capacidade de conexão”. Somos seres sociais e somente em conjunto seremos capazes de realizações.


Nesse contexto, a comunicação é a chave para o entendimento entre as partes e as conexões, e o respeito é o ponto de partida para uma comunicação eficaz; o respeito à individualidade de cada pessoa, ao seu mapa mental - um conjunto de interpretações sobre a realidade externa que representa a sua realidade interna, o seu mundo.


Precisamos estar atentos para o fato de que tudo isso tem sido seriamente comprometido à medida que a tecnologia cada vez mais nos afasta uns dos outros, dificultando ou, até mesmo, impossibilitando nos enxergarmos, nos expressarmos, nos entendermos e nos conectarmos. Seja no ambiente familiar, social ou profissional, as pessoas estão encontrando sérias dificuldades, inúmeros obstáculos, para estabelecer relacionamentos capazes de levá-las ao alcance dos seus objetivos.


A comunicação face a face escassa e expressa de forma inadequada ou incompreensível tem dificultado a empatia, elemento extremamente importante para construir confiança, fidelidade e bons resultados.


Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a fragmentação da vida, a superficialidade e a fragilidade dos relacionamentos vêm comprometendo seriamente a solidez e o crescimento saudável de pessoas e instituições em geral. Com a expansão tecnológica, a humanidade multiplicou as conexões, as relações, as interdependências e as comunicações e as espalhou por todo o mundo; só que a qualidade não acompanhou a quantidade, muito pelo contrário. Se intensificarmos a quantidade das ligações, não significa que essas pontes sejam robustas e muito menos longevas, denunciava o sociólogo. Ao apontar a fragilidade das relações humanas, ele nos faz pensar sobre a exacerbação da individualidade em detrimento do coletivo.


Precisamos dos outros, mais ainda, precisamos interagir adequadamente com esses outros para alcançar os nossos objetivos, e a comunicação é o único caminho para essa interação; não somente a comunicação verbal, mas também e principalmente a comunicação não verbal. Afinal, como disse Peter Drucker: “O mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito”. Você precisa aprender a decifrar pessoas para mais facilmente conquistá-las e delas obter o que deseja.


Segundo Mônica Barroso, em um artigo publicado na edição 194 da Revista Vida Simples, “um bom diálogo envolve mais habilidades do que apenas falar e ou- vir. É também saber lidar com os silêncios, compreender o ponto de vista do outro, perceber o que é dito nas entrelinhas”.


Nelson Mandela, por sua vez, nos ajuda quando diz: “Se você falar com um homem em uma linguagem que ele compreenda, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge o seu coração”. Isto somente é possível com respeito ao outro, à sua individualidade, uma individualidade decorrente da sua história de vida, de experiências e aprendizados sedimentados ao longo da sua existência, um modelo sem similar.


Respeite-se e respeite, este é o caminho.

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