Outubro cor de rosa

Atualizado: 8 de Nov de 2019








Por: Marília Simões

Conheça histórias de mulheres que enfrentaram o câncer de mama e transformaram a doença em experiências de superação


Carla Visi, 49, artista, jornalista, gestora ambiental. Em 2017, retirou um carcinoma da mama direita, descoberto em fase inicial, o que permitiu o sucesso do tratamento. “Quanto mais cedo detectamos este tipo de enfermidade, maior a chance de cura”, alerta ela.

Genivaldete de Jesus Santos, 61, doméstica, diagnosticada com um câncer agressivo, na mama esquerda, em 2014. Tratada nas Obras Sociais Irmã Dulce, ela venceu a doença.


Enquanto enfrentava a angústia e incerteza, nas filas para o tratamento, percebeu a necessidade de convidar as pacientes que passavam pela mesma situação para formarem um grupo de apoio. Este grupo cresceu e hoje é uma ONG, o IVECAN - Instituto Vencendo o Câncer. “Considero uma honrosa vitória, a minha. Sinto obrigação de alertar às pessoas sobre a possibilidade da prevenção”, declara a consciente Geni.


Carine Cidade, 45, empreendedora, exemplo de superação. Teve CA de mama, aos 29. Residia em Londres e lá começou o seu tratamento, passando por uma mastectomia radical no seio esquerdo. Voltou ao Brasil e enfrentou mais 10 cirurgias. As dores do corpo e da alma te inspiraram para criar o Grupo Inspire-se. Um programa de Coaching de Carreira para Mulheres que enfrentam o câncer que já rendeu frutos como o livro “Inspire Ser – Mulheres e o Câncer”, patrocinado pelo Grupo Oncoclínicas, em 2018. “Trata-se de um trabalho coletivo de mulheres do Grupo que contam suas histórias para servir de fonte de inspiração para outras pessoas. O Projeto Inspire Ser é minha cura constante”, explica Carine.


Três realidades. Três guerreiras. Três vitórias. São milhares como elas. Nem todas com final feliz. Mas poderiam ser menos, se houvesse mais prevenção. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos tipos que mais acomete as mulheres no país. Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos.


Tratamentos


Existem vários tipos de câncer de mama, de acordo com as características moleculares que determinam a agressividade e capacidade de resposta ao tratamento. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso da imunoterapia, em conjunto com a quimioterapia, no tratamento de pacientes portadoras de câncer de mama metastático triplo negativo que expressam uma proteína denominada PD-L1.


A imunoterapia estimula as células de defesa do próprio organismo contra doenças. A aplicação se dá de forma intravenosa, fazendo com que as células sejam percebidas e combatidas. “O tratamento é bem suportado, mas é necessário um treinamento específico da Equipe Cuidadora porque alguns efeitos colaterais são relacionados à ativação do Sistema Imunológico”, explica a médica oncologista e sócia do NOB/Grupo Oncoclínicas, Clarissa Mathias. Os resultados apresentados em 2018 demonstraram um aumento significativo no controle da doença e ganho de vida para estas pacientes.


A prevenção pode evitar. Os tratamentos podem curar. E existem as cirurgias que tratam do corpo e da autoestima. “Estas cirurgias oncoplásticas têm evoluído muito. Onde não se perde o foco da cirurgia oncológica e se associa à plástica”, explica Augusto Tuffi Hassan, mastologista do Grupo CAM. A maioria destas crirugias é feita utilizando técnica de transposição de retalhos miocutâneos da própria mulher para recomposição da sua mama. A utilização de próteses e expansores (próteses que podem ser preenchidas com soro fisiológico) facilitam o aumento e a formatação da mama. “Hoje, esta é a maneira mais utilizada nas oncoplásticas mamárias.


Há também a oncogenética para a avaliação de mutações positivas para CA de mama. As pacientes que apresentam resultados positivos, neste tipo de avaliação têm se beneficiado das mastectomias subcutâneas com preservação de pele e do complexo aréolo mamilar, com inclusão de próteses”, esclarece o especialista Tufi. Estas cirurgias já começam a ser realizadas por robôs, nos EUA e Europa. Como o tempo cirúrgico é similar ao de uma equipe humana e os robôs têm custos exorbitantes, estão ainda em fase de avaliação. A prevenção segue sendo a melhor solução!

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