O que é a comunicação com propósito e por que as empresas estão falando tanto disso?

Por: Monique Melo


Com produtos cada vez mais semelhantes e concorrência acirrada, o caminho para as empresas se diferenciarem está em uma comunicação mais emocional com o cliente, mostrando, além dos seus atributos e posicionamentos, o porquê impactam positivamente a sociedade. Bem diferente de filantropia, a comunicação deve estar alinhada à estratégia do negócio, gerando valor, consistência e relevância. Para isso, o propósito precisa ser genuíno, claro e fazer parte da cultura da marca. Quanto mais percebido pelas pessoas, criando conexões e construindo relacionamentos, mais trabalha a favor da sua reputação e rentabilidade.


Os números do mercado financeiro do último ano já comprovaram que estamos vivendo o capitalismo consciente e a economia da transformação para além da experiência com um produto ou serviço. Os investidores do Brasil estão acompanhando esse movimento global. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), quase nove entre dez gestores de fundos brasileiros consideram algum aspecto social, ambiental ou de governança na hora de investir recursos de sua carteira total de R$ 2,79 trilhões. Na prática, a sustentabilidade, que guia esse novo jeito de pensar e fazer negócios, mais íntegro, responsável, respeitoso ao ser humano e cuidadoso com o planeta, significa cada vez mais retorno líquido e certo. O empresário que não entender isso está fadado a ter sérios problemas.


As marcas precisam fazer sentido para os seus consumidores, ganhando a sua lealdade, e estar alinhadas com o que eles acreditam e defendem, não se importando, inclusive, de pagar mais por isso. O trabalho de comunicação precisa estar nessa sintonia, transmitindo coerência, transparência e ética para conquistar a confiança e os corações das pessoas. Empresa é feita de gente, funcionários (que estão dentro) falam para os clientes (que estão fora). Por isso, todo o time precisa vivenciar o propósito definido para passar a mesma ideia com congruência e autenticidade, não importando a plataforma nem os diferentes públicos-alvo. A liderança tem que dar exemplo e incentivar. Não é à toa que nesta era digital os CEOs estão se transformando em grandes influenciadores nas redes sociais e também estão estimulando os colaboradores a fazerem o mesmo.


O caminho é progressivo e sem volta. Um dos motivos foi a ascensão dos Millennials, que nasceram com a ameaça de mudanças climáticas, potencial escassez de recursos naturais e crise de valores empresariais. Eles já representam 35% da força de trabalho e deixam claro que querem trabalhar, investir e comprar nas organizações sustentáveis. As empresas, por sua vez, têm uma responsabilidade imensa de humanizar o ambiente de trabalho, incentivando os colaboradores a entenderem quem são e como podem também contribuir para o bem-estar social e o meio ambiente, impactando, assim, em um mundo melhor.


“Empresas ou líderes que inspiram multidões de pessoas se comunicam de maneira diferente. Eles têm um propósito, um motivo, uma razão de existir, um porquê bem claro e definido. As pessoas não compram o que você faz, elas compram o porquê você faz” - Simon Sinek, autor da metodologia do Círculo Dourado

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