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Ildazio Tavares Jr.: restatar, redefinir!




Por Ildazio Tavares Jr. Para a Let's Go Bahia edição 45


Novos tempos, novos dias, e nada me convence de que te- mos que passar esse tão pouco tempo na face da terra a fazer as mesmas coisas, viver as mesmas experiências, ser enquadrado em um establishment recusando-se ao novo, ao contemporâneo e a não se repaginar.


A felicidade, para um viver bem, exige, de tempos em tempos, fazer as catracas girarem, viver outros amores, criar outros bichos, fazer novos amigos (não falo dos amigos “imexíveis”), morar em outros bairros ou até em outras cidades, tentar outro em- prego, talvez outra faculdade, empreender aos 60 anos, enfim. Temos que dar novos significados às nossas vidas, afinal de contas, hoje está tudo tão na palma da mão e de tão fácil acesso, que cair no campo da burrice é bobagem.


Os padrões impostos como “socialmente certos” são um saco! Por que não ter o corpo atlético e coberto de tatuagens aos 50 anos de idade? Cuidar da saúde, não ter excessos, não ser preguiçoso, glutão ou fanfarrão é errado? Quem entende o texto: “Homem que não tem barriga aos 40 é gay”? A geração dos nossos pais, com 55, já tinha pendurado a chuteira e prontos estavam para se aposentar e morrer, em sua grande maioria, aos 65, por adotarem

péssimos hábitos como estilo de vida, como ingerir muito álcool, comer “porcaria” e ainda se regozijar como um cara “homem”!


As mulheres ainda sofrem mais, pois, além dos pré-conceitos clássicos relacionados à sexualidade, têm que quebrar mazelas culturais em meio à disputa para ganhar o seu espaço em um cenário de inúmeras violências, que vão desde as diferenças salariais, assédios diversos, agressões físicas a até os famigerados feminicídios diariamente relatados na mídia, que, em sua grande maioria, são passionais! Puxado!


apertar o botão do restart em suas vidas para, assim, acharem novos caminhos, novas vias, novas posturas que sejam mais brandas e, acima de tudo, mais compreensivas e tolerantes! Daí, cada um fazendo a sua parte, o mundo tende a mudar para melhor.

Eu, como quero é chegar aos 90, já dei esse restart em minha vida pessoal, por uma sé- rie de motivos aos quais, de certo modo, agradeço por terem acontecido, pois serviram de sinais do que já tinha dado e que já era hora de girar outra catraca em minha vida se desejasse ser feliz.


Cajueiro não dá abacate, isso todos nós sabemos, e, absolutamente, não falo disso. Apenas pare e repense toda a sua vida; juro que entenderá que pode ir escalar o Aconcágua, fazer teatro, vender brigadeiro fit e, assim, ter o seu retorno de felicidade pessoal vivendo outras dimensões, outros recortes de uma mesma vida e sendo e fazendo gente melhor!


Por estes deletérios motivos relatados e, sem dúvida, para uma felicidade geral, penso que todos devem, em algum momento que parecer sem saída, em qualquer situação,