Especial Business: Tereza Paim



Tereza Paim se considera uma pessoa inquieta, sempre buscando inovação, mas com as mãos e os pés plantados nas tradições. Cozinheira desde pequena, veio ao mundo com esse dom, mas primeiro foi trabalhar com telecomunicações para depois seguir a sua vocação.


“Apesar de a minha formação inicial ser como bacharel em Ciências da Computação, migrei rapidamente dentro da Telebahia para a área de Telecomunicação. Nesse segmento, atuei por 20 anos e também empreendi. Tinha uma empresa muito grande na área de call center”, conta. Todavia chegou uma hora em que nada mais parecia apetitoso nessa extraordinária carreira.


Tereza se considera um tanto autodidata na gastronomia, mas passou por várias boas escolas em São Paulo, Portugal e Madri. Seu maior conhecimento vem das cozinhas pelas quais andou, pois aprendeu todos os dias pelos lugares por onde passou.


Acredita que o seu maior feito é lutar pela cozinha baiana, por seus sabores e por seus saberes, formando cozinheiros e contagiando chefs renomados com esse encanto que tem pela nossa cozinha e pelo dendê.


“Todos os chefs da Bahia deveriam se reverenciar ao dendê, ele é o ingrediente máximo da nossa gastronomia e nos representa. Costumo dizer que ele pinta a nossa comida como o pôr do sol na Baía de Todos-os-Santos. Levanto com orgulho a bandeira do ‘Dendê, meu amor’, pois acredito que temos que nos render a esse ingrediente que é a cara do nosso Estado. Mas para isso é preciso conhecer e reconhecer o dendê”, frisa.


Na sua cozinha só entram ingredientes locais, frutos de uma pesquisa para desenvolver uma culinária legítima baiana. Ao comentar sobre a sua experiência na área gastronômica, Tereza explica que é bem recheada. “Começou com os erros que depois viraram grandes acertos. Acertamos com a Casa de Tereza, com a Mesa de Tereza (que é uma comida mais rápida) e com a fábrica, que é o Tabuleiro da Chef, de onde vendemos para o Brasil inteiro. A gente vem na direção de conectar todo o nosso trabalho com a Bahia”, explica.


No Tabuleiro, um dos carros-chefes é a Farofa da Tereza, que, atualmente, conta com seis sabores: Baianinha, Amare - linha, Branquinha, Churrasquinha, Duquesa, Sertaneja e Verdinha, preparadas apenas com ingredientes naturais e sem qualquer química. Além disso, ela também vende temperos, bebidas, cocadas, artesanato, beijus torrados, entre outros.


Sobre o surgimento da Casa de Tereza, ela explica que foi uma evolução de outros trabalhos. “Queríamos montar um restaurante pequeno para dar um suporte e demos de cara com a sorte. Foi um trabalho árduo, mas que gerou frutos. Costumo dizer que o local tem muita alma, energia e significância. Nosso diferencial vai muito além de vender um prato; queremos proporcionar para os clientes uma experiência mais ampla da Bahia. Temos uma casa temática, muito artística e colorida que traz o Estado de várias formas, não é à toa que se chama ‘Casa de Tereza, Arte, Cultura e Gastronomia’. Estamos totalmente imersos e dialogando com a cultura. Junto a isso temos a comida, que é feita de uma forma muito técnica”, pontua. Com uma boa administração e qualidade dos pratos, o restaurante virou referência cultural e recebe muitos turistas.


Para a chef, a crise só veio no início de 2018, mas durou muito pouco. Não teve perdas significativas. Tereza considera que todos estão em constante mudança nas empresas, buscando lançar produtos, novas formas de venda. Ela vê o mercado de Salvador em crescimento vertiginoso com a chegada do Centro de Convenções. Diante disso, projetou um crescimento de 30% em seu negócio.


Além disso, afirma que gostaria de trabalhar com preços mais competitivos e atender mais pessoas, mas acredita que a reforma tributária permitirá isso. Está otimista com as decisões do governo e na expectativa. Tereza também considera que houve um avanço com a reforma trabalhista e que o país está gerando mais empregos. “Agora, é preciso diminuir o volume astronômico de impostos que envolvem as operações”, pontua.


“Aqui, nós acreditamos no país e temos bons pactos com os nossos colaboradores e fornecedores. Vejo um mercado superamplo para a gastronomia no Estado e observo cada vez mais chefs aportando e buscando desenvolvimento na capital baiana”, finaliza.



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