Especial Business: Rony Silva



Rony Silva é um mineiro que se encantou pelas belezas de Salvador e decidiu por aqui morar e exercer a sua profissão, por volta de 2002, quando tomou posse no cargo de delegado da Polícia Federal (PF). É formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Planejamento Estratégico em Grandes Operações Policiais pela Academia Nacional de Polícia Federal (ANPF).


A vocação para a função vem do seu jeito inquieto, buscando uma forma de viver sem rotina e estar sempre atuando com a possibilidade de contribuir para a sociedade de forma direta e objetiva, o que julga ser uma das principais características dessa profissão.


Atualmente, é o responsável pela direção da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) na Bahia, na qual, em 2020, completa o seu terceiro mandato consecutivo. Ao longo da sua trajetória na PF, teve atuação nas delegacias de Migração e Delegacia de Repressão a Entorpecentes, e, em 2003, foi o responsável pela estruturação da Força-Tarefa Previdenciária no Estado da Bahia, exercendo a chefia da Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários e a coordenação da força-tarefa.


Foi também chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários no Estado de Minas Gerais e coordenador da Força-Tarefa Previdenciária em MG. Para Rony, ao longo desse período à frente da ADPF, o seu principal desafio enfrentado foi conscientizar os membros da necessidade da Associação abrir as suas ações para a sociedade baiana, e de se aproximar desse público para levar a todos as suas bandeiras e a defesa da Polícia Federal.


“Assim, surgiram os projetos de realização da Corrida Contra a Corrupção e o Simpósio Nacional de Combate à Corrupção. A corrida tem a função de aproximar os delegados de Polícia Federal da sociedade e tornar essa comunicação mais fácil e, em um ambiente de descontração, discutir temas de fundamental importância para o país, como a autonomia da Polícia Federal. O simpósio é um projeto que visa recolocar Salvador na rota dos grandes eventos jurídicos e, com a ADPF à frente, trazer o debate científico de grandes temas do combate à corrupção para a nossa capital”, explica.


Em razão desse evento, Salvador recebeu nomes da maior relevância no cenário jurídico nacional, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; o ex-presidente do STF, Carlos Ayres Brito; o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Rogério Schietti; e o então juiz federal Sérgio Moro, dentre outros especialistas do Direito que debateram na capital assuntos da maior relevância.


Nos últimos anos, o trabalho da Polícia Federal ganhou muita notoriedade com a Operação Lava Jato. Na Bahia, os principais desafios para a classe dos delegados da PF passam pela conquista da autonomia da Polícia Federal e do aperfeiçoamento e da ampliação da sua estrutura física e de recursos humanos. “Assim, a ADPF no Estado da Bahia, como em todo o Brasil, não poupa esforços para que os delegados possam desempenhar os seus papéis sem interferência de qualquer ordem, pois a classe dos delegados não possui as mesmas garantias e prerrogativas dos membros do Ministério Público (MP) e do Judiciário”, diz.


A preocupação com a possibilidade de que algo possa vir a atrapalhar o trabalho normal dos delegados é real. “A ADPF está atenta para defender qualquer delegado que relate dificuldades para exercer as suas atividades e entregar à sociedade o resultado de uma investigação isenta e que alcance a materialidade do delito e aponte o seu autor. Ainda existe o desafio na Bahia de estruturar a Polícia Federal para os anos vindouros, com a reforma do atual edifício-sede da instituição, bem como ampliar as instalações para que possa estar apta a entregar à população um trabalho de excelência na prevenção e no combate aos crimes da alçada de sua competência”, destaca o presidente da Associação.


Desta forma, seguindo com o objetivo de aproximar os delegados e a Polícia Federal da população de Salvador, a intenção é continuar realizando novos eventos e ações que, além de terem o viés de valorizar a Bahia, têm a intenção de humanizar a figura do profissional de polícia e integrar os membros da PF à sociedade baiana, possibilitando que a expertise acumulada possa contribuir de forma ampla para o desenvolvimento do Estado em todos os níveis.

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