Especial Business: Roberto Sá Menezes



Formado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e com especialização em Gestão de Iniciativas Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Roberto Sá Menezes trabalhou ao longo da carreira no Banco Nacional de Habitação e assumiu os cargos de assessor especial e secretário no Governo do Estado, nos municípios de Salvador e Camaçari. Também possui uma empresa própria de consultoria.


Sua atuação na filantropia e na saúde está intimamente ligada a um fato pessoal. “O mais velho dos meus dois filhos foi diagnosticado com câncer quando era criança. Em meio aos desafios do tratamento, que, felizmente, terminou com a sua cura, comecei a ser alertado pela médica sobre a quantidade de crianças moradoras do interior da Bahia que morriam porque recebiam o diagnóstico tardio da doença e também não tinham onde ficar hospedadas durante o tratamento que recebiam em Salvador”, explica.


Assim, juntou-se a essa médica, a Dra. Núbia Mendonça, e a outros pais de pacientes e amigos para a criação do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC-BA) na Bahia, no qual ocupa o cargo de presidente. “São muitos anos de trabalho e dedicação em conjunto para captar recursos e fazer do GACC-BA uma entidade de referência na assistência a crianças e adolescentes em tratamento oncológico, atendendo os pacientes e as suas famílias em dimensões físicas, psíquicas, culturais, sociais e intelectuais”, pontua.


Após a fundação do grupo, passou a ter vínculo com outras entidades filantrópicas, como as Obras Sociais Irmã Dulce, onde hoje é um dos membros do Conselho Fiscal. “Na Santa Casa da Bahia, minha trajetória se iniciou em 2002, quando me tornei membro da Irmandade por indicação do então provedor Álvaro Lemos. Na instituição, fui tesoureiro e mordomo diretor de saúde (conselheiro), até ser eleito para o meu primeiro mandato como provedor (presidente) em 2014 e reeleito para o segundo, em 2017”.


Sobre os tempos difíceis, Roberto pontua que enfrentou uma grande recessão entre 2014 e 2016, justamente o período do seu primeiro mandato como provedor da Santa Casa. Todo o Brasil passava por uma intensa fase de instabilidade econômica, o cenário era inseguro e eu estava assumindo a liderança da maior e uma das mais antigas entidades filantrópicas do Estado e uma das maiores do país.


Somado ao embate da crise financeira, a Santa Casa, enquanto instituição filantrópica de saúde, já tinha que administrar os desafios impostos pela desatualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo Roberto, não remunera o suficiente para cobrir os gastos gerados com o tratamento dos pacientes.


“Era necessário aumentar a rentabilidade oriunda do atendimento a pacientes conveniados a operadoras de saúde, com o foco especial nos esforços voltados para o investimento na saúde suplementar. Como economista, sabe que a saúde e o desenvolvimento econômico são coexistentes e que era essencial elaborar e seguir um plano com medidas que garantissem eficiência, crescimento, qualidade na assistência, alcance de resultados e aplicação planejada de recursos”, relata.


Sua primeira ação foi estabelecer um convênio com a Fundação Dom Cabral, renomada escola de negócios brasileira, para a implantação do programa Parceiros para a Excelência (PAEX). Com foco na capacitação de lideranças, das áreas assistenciais e administrativas, a iniciativa vem ajudando a projetar a Santa Casa para o futuro, com avaliações gerenciais mensais, softwares de gestão de indicadores, monitorias e programas para o desenvolvimento de dirigentes.


“Paralelamente às iniciativas advindas da relação com a fundação, iniciamos junto a colaboradores de hierarquias diversas a capacitação para o desenvolvimento de projetos com base na metodologia Lean Six Sigma, que visa aprimorar processos, eliminar desperdícios e priorizar elementos que agreguem valor aos pacientes”, frisa.


Roberto espera que as coisas melhorem. “A saúde precisa ser mais bem gerida no Brasil. A filantropia precisa de mais investimentos, de mais recursos, do Governo, das pessoas físicas e jurídicas, que precisam se conscientizar de que a cultura da doação é importante para manter instituições sérias e ajudá-las a se perpetuarem em diversos segmentos como o ensino, a saúde e a assistência social”.


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