Especial Business: Maria Rita Lopes Pontes



Maria Rita Lopes Pontes se considera uma pessoa reservada, que cresceu observando e aprendendo com os exemplos de sua tia Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (mais conhecida como Irmã Dulce, a primeira santa brasileira, canonizada em dezembro de 2019), de quem aceitou como missão dar continuidade à sua obra.


É formada em Comunicação Social, especificamente em Jornalismo, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em março de 1991, assumiu interinamente a direção das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em um momento muito difícil para a instituição, pois Irmã Dulce encontrava-se enferma. Um ano depois, com o seu falecimento, assumiu definitivamente a direção das OSID, a pedido do Conselho de Administração das suas Obras. “O fato de ter dado continuidade ao seu trabalho, mantendo a mesma filosofia, princípios e valores, e ter ampliado os atendimentos e modernizado a instituição é, para mim, um dos principais feitos. O outro, sem dúvida, foi ter participado do início ao fim do processo de canonização de Irmã Dulce”, pontua, com orgulho, Maria Rita


E mesmo tendo atuado por 15 anos no Jornalismo, foi nas OSID que descobriu o sentido de ser feliz, ajudando sempre ao próximo. No ano passado, em sessão solene realizada no Plenário Cosme de Farias, uma honraria que leva o nome da primeira santa brasileira foi dedicada a Maria. A comenda é dirigida a pessoas físicas, empresas ou instituições do terceiro setor que promovem ações na área social.


Com relação aos momentos de crise enfrentados nos últimos anos, ela declara que a instituição sofreu como qualquer outra empresa: recursos escassos, além do aumento da clientela, provocado pelo desemprego, pela perda de plano de saúde e problemas dos mais diversos. “Mas as nossas portas permanecem sempre abertas à comunidade. E, nesses momentos de dificuldade, sempre conseguimos sensibilizar a sociedade, os empresários e o governo para manter todos os serviços em funcionamento. Mantemos a nossa estrutura enxuta e as equipes unidas, movidas por um propósito maior: amar e servir ao próximo”, frisa.


Sobre as Obras, são 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais realizados por ano na Bahia (2,2 milhões somente em Salvador) junto a usuários do SUS, entre idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pacientes oncológicos, crianças e adolescentes em situação de risco social, dependentes de substâncias psicoativas e pessoas em situação de rua; 21 núcleos que prestam assistência à população de baixa renda nas áreas de Saúde, Assistência Social, Pesquisa Científica, Ensino em Saúde e Ensino Fundamental; e na preservação e difusão da memória de sua fundadora.


O Complexo Roma, sede da instituição, conta com 40 mil metros quadrados de área construída na capital baiana. São 954 leitos hospitalares para o atendimento de patologias clínicas e cirúrgicas e duas mil pessoas atendidas diariamente. Mais de 4,3 mil profissionais trabalham na organização em todo o Estado, incluindo três mil funcionários somente no complexo da cidade, sendo 300 médicos, além de 300 voluntários. No Centro Educacional Santo Antônio (CESA), 780 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social encontram-se acolhidos e 1,7 milhão de refeições são servidas por ano para os pacientes.


Maria Rita vê com muita esperança e otimismo o futuro das OSID. “Estamos vivendo o melhor momento da instituição, que tem 60 anos de existência. Um momento de consolidação, de busca da perpetuidade, após a canonização. As oportunidades que se abrem para a divulgação da instituição e sua missão e para a consolidação da imagem da entidade são enormes. Um novo segmento de atuação também surge com muita força, que é o do turismo religioso, com o foco no aumento da devoção e espiritualidade da Santa Dulce dos Pobres. No ano passado, por exemplo, o Memorial e o Santuário de Irmã Dulce receberam 125 mil visitantes, um crescimento de 100% no comparativo com o fluxo de visitas registrado em 2018. Estamos nos estruturando para acolher cada vez melhor o devoto, o peregrino e o turista, para que todos sintam a presença viva do Anjo Bom da Bahia em cada funcionário, em cada religioso que encontrar no Complexo do Santuário da primeira santa brasileira”, finaliza.

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