Empresários propõem medidas econômicas para a crise


Carlos Sérgio Falcão / Foto: Divulgação


Por: Fábio Bittencourt


Formado por empresários, executivos de grandes companhias, personalidades e gente que faz acontecer, o Grupo Business Bahia divulgou que, em um intervalo de dez dias, elaborou e enviou ao prefeito ACM Neto (DEM) e ao governador Rui Costa (PT) um segundo "manifesto" propondo medidas – na área da economia – de enfrentamento ao estado de crise provocado pela pandemia do novo coronavírus.


Desta vez com ações no âmbito fiscal e do planejamento, a chamada carta aberta apresenta 12 sugestões voltadas para o estado e o município, a exemplo da suspensão da cobrança do IPTU de pessoas físicas e jurídicas pelo prazo de 90 dias, e o estabelecimento de critérios que assegurem aos negócios locais vantagem competitiva na aquisição de materiais e serviços pelo governo estadual e a prefeitura pelo prazo de 120 dias.


O novo texto pede ainda a postergação por 120 dias dos prazos de validade de certidões municipais e estaduais; do pagamento/recolhimento de impostos como IPVA, ICMS e ISS; isenção da taxa de fiscalização de /funcionamento (TFF) 2020 para pequenas e médias empresas; e a criação de um gabinete unificado entre governo, prefeitura e entidades representativas, "com foco exclusivo em planejar ações estratégicas para a retomada da atividade econômica após o isolamento".


Falcão destaca que o grupo – formado há dois anos – é bastante "representativo" e diz que o processo de construção da agenda se dá de maneira colaborativa e democrática. Segundo ele, o objetivo desde sempre foi a criação de uma rede de contatos visando à realização de novos negócios entre os próprios participantes, além da troca de ideias. E conta que, também nesse intervalo de dez dias, o Grupo Business Bahia conseguiu se unir e doar 1.200 litros de álcool em gel para o Hospital Martagão Gesteira.


Ainda segundo Falcão, "não há um retorno específico" (por parte da prefeitura ou estado), mas que parlamentares (deputado e vereador) o procuraram afirmando querer unir forças aos pleitos. "É um grupo de contatos onde há muita informação essencial, um local realmente de troca. Nesse momento atípico estamos debruçados sobre a questão da pandemia de coronavírus e o impacto econômico de tudo isso, mas do contrário uma ideia nunca é igual à outra", disse.


Uma das primeiras integrantes do Grupo Business Bahia, a publisher Verônica Villas Bôas enaltece o papel de líder exercido por Falcão. "(A formação de grupos empresariais) é uma tendência em todo o mundo, e não privilégio de um ou de outro. Não são pessoas interessadas apenas em fazer parte (do grupo), mas abertas à realização de negócios entre si. E a condução dele (Falcão) é cirúrgica", fala Verônica.


Assertividade


De acordo com a editora da revista Let's Go Bahia, trata-se de um grupo com regras claras, sem espaço para piada ou brincadeiras –, lembrando que todas as medidas sugeridas foram levantadas "por empresários com anos de estrada, com base na atual pandemia global de coronavírus".

"Portanto, há muita assertividade aí, pois eles estão debatendo um remédio contra o desemprego, uma forma de não sacrificar os empregos. Esta carta, por exemplo, foi construída toda em 30 minutos. A arrecadação para a doação do álcool em gel (para o Martagão) se deu em menos de 24 horas".


"É um case muito sui generis. O grupo talvez represente parte expressiva do PIB (Produto Interno Bruto) baiano, é gente que faz acontecer. Não espera somente ações do Estado. Estamos imbuídos na realização de negócios, todos pensando a economia, uma forma de se ajudar. O vírus transmutou, temos de mudar também".

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