Diego Oliveira: de que lado você está?





Por Diego Oliveira Para a Let's Go Bahia edição 45


A história das civilizações é marcada por divisões. Divisão de raça, classe social, religião, gênero. O Brasil sempre notou, reconheceu e potencializou os extremos. No período mais recente, especialmente com o último impeachment presidencial, a nação ficou dividida em dois polos: os do contra e os a favor.


Faz sentido ter só o homem e a mulher, o pobre e o rico, o novo e o velho? Há pouco mais de um ano, a Revista ISTOÉ trazia a reportagem especial “Um país de contrastes”. O texto abordava paradoxos: “O Brasil tem um dos piores índices de desenvolvimento humano da América Latina, mas ocupa uma posição de destaque entre as nações mais felizes do mundo”. Se vivemos em uma nação repleta de contradições, será um equívoco não ter uma opinião formada?


Por que temos que ter um só lado? Por que não podemos estar na coluna do meio? Tais reflexões servem para a nossa vida pessoal e convívio em sociedade, em comunidade. Mas também são importantes para o ambiente da mídia e o mundo dos negócios. É claro que os denominados “nichos de mercado” continuam existindo, no entanto, agora, no mundo moderno, eles se ampliaram, assim como também deve ser ampliado o nosso olhar.

Há alguns anos, a classificação de gênero se resumia a masculino e feminino. Em 2014, o Facebook passou a oferecer aos seus usuários nos EUA um leque muito mais amplo de opções com as quais alguém pode marcar o seu gênero em seu perfil – das duas que estavam disponíveis nos últimos dez anos agora há 56!


Antes falávamos em apenas três setores: o Estado, como primeiro setor; o Mercado, como segundo setor; e a Sociedade Civil, como terceiro setor. Já há algum tempo, alunos da faculdade de Jornalismo ouvem professores defendendo que a imprensa é um quarto poder; nos cursos de Comunicação mais recentes já se adota o conceito de que a tecnologia é o poder do futuro. E no mundo do ecossistema de impacto social, terceiro setor divide espaço agora com o setor 2.5, no qual aspectos sociais se somam a objetivos econômicos, pois se trata do setor da economia que interliga as atividades sociais e ambientais com a lucratividade, de forma inclusiva. Ele é considerado um intermediário entre o segundo e terceiro setores, sendo formado, portanto, por empresas que, em sua constituição jurídica, têm, ao mesmo tempo, fins lucrativos e objetivos sociais inclusivos. Ou seja, é o setor privado movido pela consciência social e ambiental, cujos novos empreendimentos são chamamos de Startups 2.5.


Enfim, são tantas as transformações, tantas informações, tantas repercussões; a velocidade dos acontecimentos traz uma pluralidade sem precedentes a todos os nossos sentidos e à nossa inteligência (que não é artificial!). Com tantas opções, será que eu realmente tenho que escolher apenas uma? E você, de que lado está?

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