Como descobrir se sua marca é realmente antirracista ou se está só pegando carona no tema?



Por Diego Oliveira – Youpper Insights


O episódio com o afro-americano George Floyd, morto no final de maio por um policial nos Estados Unidos, deflagrou uma série de movimentos e ações por parte da população e das companhias.

Essa não é a primeira vez, nem será a última, em que pessoas e empresas se inflamam em razão de uma causa.

Nos últimos anos, o marketing de causa tem ganhado cada vez mais força e, como toda nova onda de comunicação que aparece, tem muita gente tentando surfar, mas levando mais caldo que realizando manobras como Aéreo ou 360º.

Se posicionar está na moda, talvez mais do que isso, parece ter se tornado algo sem escapatória. Mas será que a marca/empresa deve se posicionar em relação a tudo? Será que ela tem propriedade para se apropriar de determinados temas?

Voltemos ao caso do George Floyd, que insuflou um mar de campanhas, ações e conteúdos por parte de muitas organizações, instituições, entidades e marcas.

Será que todos eles, antes de sair mídia afora, pararam para pensar se, de fato, a causa negra é presente em sua história? Quantos funcionários negros essas empresas que estão fazendo lindas comunicações possuem? Quantas vezes utilizaram personagens negros em campanhas passadas ou quantas vezes falaram sobre o assunto negritude ou racismo no último ano?

Como costumo dizer, não adianta só convidar para o baile, tem de chamar para dançar. E quando situações como a fatalidade ocorrida com George Floyd ganham proporções de mobilização como a que estamos presenciando e se tornam oportunidades para as marcas, muitas acabam pecando por embarcar em uma causa que não tem nenhuma relação com aquilo que pregam. Então, até onde vale a pena investir nisso?

E o que faço aqui não é uma crítica, mas uma proposta de reflexão. Entendo que neste mundo polarizado em que vivemos, quando não nos posicionamos parece que não temos opinião, ou pior, perdemos o nosso senso de pertencimento. E o que as marcas mais querem é pertencer ao universo de seus clientes.

Então, antes de pensar em colocar qualquer campanha na rua, que tal olhar para dentro e começar um movimento que seja verdadeiro e real? Dizer que é antirracista vai muito além de colocar uma tarja em uma campanha ou dizer que é solidário à causa, é preciso ter atitude. E não estou falando de militância, mas de coerência.

Como li recentemente em um post no LinkedIn, atribuído a um grupo de mulheres intitulado Desenquadradas, "não há equipes sem negros que possam efetivamente colaborar genuinamente no combate ao Racismo! A ausência por si só é o problema".

Empresas, querem abraçar essa causa e se comunicar de forma efetiva e verdadeira com o público? Contratem pessoas negras e também deem espaço a elas em suas campanhas. Este já será um grande começo.

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