Antonie Youssef: Tecnologia facilita o trabalho de profissionais de segurança e investigação



Por: Antoine Youssef Kamel

Coordenador adjunto do curso superior tecnológico em Investigação Profissional da Uninter


Como você mantém contato com os seus amigos e colegas de trabalho? Possivelmente alguns se comunicam por mensagem de texto comum (torpedo ou SMS); talvez um de vocês escreva cartas; e a maioria, por mensagens no WhatsApp.


Mas como você conversa com os seus clientes? Por telefone, na maior parte das vezes. E, possivelmente, por e-mail e por WhatsApp. Fazendo uma análise técnica, dentre essas opções o WhatsApp é, teoricamente, o mais seguro, pois as mensagens são criptografadas. Como o aplicativo criptografa as mensagens e ligações, mesmo que alguém consiga interceptar os dados de uma mensagem escrita ou ligação feita pelo Whatsapp, o interceptador não entenderia nada, pois as mensagens são incompreensíveis, cifradas, acessíveis somente pelo destinatário pretendido da mensagem.


Por que não o WhatsApp?

Apesar da segurança que oferece, o WhatsApp apresenta alguns pontos fracos em relação à privacidade. Ele e o seu detentor, o Facebook, não conseguem ter acesso ao conteúdo das mensagens e ligações, porém, conhecem outras informações privativas, como o seu avatar e a lista de seus contatos – visto que essas informações são enviadas aos servidores do aplicativo e não são protegidas por criptografia.


Comunicação 100% privativa

Profissionais da segurança e da investigação profissional podem utilizar outro recurso tecnológico para garantir comunicações privadas e seguras, o aplicativo Signal. O aplicativo de comunicação é muito semelhante ao WhatsApp em suas funcionalidades, com o diferencial da privacidade. Tem código aberto, auditado mundialmente por qualquer interessado. O Signal, além da avançada criptografia de mensagens e ligações, não retém nenhuma dessas informações em seus servidores. Isso é garantido porque o código do aplicativo é totalmente aberto. As informações são transmitidas apenas entre o usuário e cada um dos seus interlocutores, sem que os servidores do Signal armazenem qualquer informação.


Entre outras pessoas que usam e avalizam o Signal, um software de código aberto, sem fins lucrativos e focado na privacidade e proteção de dados, está Brian Acton, co- fundador do WhatsApp. Após a venda do WhatsApp para o Facebook, decepcionado com o uso invasivo que o aplicativo passou a fazer com os dados de seus usuários, ele doou U$ 50 milhões (cinquenta milhões de dólares) para o Signal. Outro usuário do Signal é Edward Snowden, que trabalhou na CIA e no NSA e ficou conhecido pelas informações secretas que divulgou sobre o governo norte-americano. Snowden afirmou – em tom de desafio a quem procura espioná-lo – que usa o Signal todos os dias.


Aqueles que trabalham no ramo de investigação (ou quem possua conversas, por qualquer motivo, confidenciais e de conte- údo sensível) podem utilizar essa novidade para se comunicar com clientes. No mercado profissional, o uso do aplicativo contará um ponto positivo pela sua preocupação quanto à segurança dos dados dos clientes. Por isso, convém conhecê-lo como um possível diferencial de trabalho.

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